9 de setembro de 2014

As 21:29 Por Eder Bruno em , ,    Sem Comentários

Sou militante do PCdoB, partido historicamente aliado do Partido dos Trabalhadores. Apoiamos a candidatura de Alexandre Padilha ao governo do Estado de São Paulo. Nem sempre concordei com as indicações de alguns quadros para as eleições, mas confesso que sempre optei pelo voto estratégico: aquele importante para o avanço das forças progressistas no poder. No entanto, nunca estive tão convicto do meu voto quanto agora para governador.

Padilha me chama muito a atenção. Ser um dos principais idealizadores e articuladores do programa “Mais Médicos” foi apenas uma oportunidade para testar sua habilidade política. A função de ministro da saúde e os programas de dimensão dos quais coordenou, além do enfrentamento com a oposição e seus tradicionais panfletos midiáticos, demonstrou todas as condições para Lula se sentir à vontade por sua indicação.

O ex-ministro da saúde se saiu muito bem no desafio, ultrapassou a meta de levar 13 mil médicos às regiões mais carentes do país. Nos três anos em que geriu o ministério aumentou em 15 vezes o número de usuários da Farmácia Popular e ampliou de 15 para mais de 30 mil unidades da rede. Padilha estimulou a fabricação de medicamentos e equipamentos hospitalares no Brasil e formalizou mais de 100 parcerias de Desenvolvimento Produtivo que proporcionou ao povo do nosso país 66 novos medicamentos, 7 vacinas, 19 equipamentos para saúde e 5 pesquisas em desenvolvimento.

A sensibilidade na escolha de seu vice, o ex-deputado estadual Nivaldo Santana, aumentou minha confiança no candidato, principalmente pela declaração de Nivaldo que foi escolhido por ser negro e também por ser um líder sindical competente e de destaque. Possui uma bela trajetória na Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e para além disso, a escolha de Nivaldo Santana é estratégica, pois é uma liderança política hábil, conhecedor dos problemas de abastecimento de água em São Paulo. Foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema).

Em um estado conservador em que denúncias de racismo pipocam na internet a todo o momento, chamar um vice para garantir a representatividade do negro com essa competência no espaço político é se reafirmar na luta contra o racismo e genocídio do jovem negro da periferia com o compromisso do desenvolvimento e igualdade social.

Afinal, qual tipo de sociedade que o postulante ao cargo de governador almeja, não é?

Alexandre Padilha é a junção das principais qualidades de Dilma e Haddad, um gestor competente e um humanista acima de tudo. Se é que existe uma nova política, neste momento confio a Padilha, um jovem político, a condução do estado. Ele dialoga diretamente com a nossa geração e se identifica com as bandeiras da juventude, afinal, foi no movimento estudantil que iniciou sua trajetória. O candidato possui uma infância marcada por resquícios que afetaram sua família durante o regime militar, logo possui o dever de continuar lutando pela democracia direta e que setores da direita tentam impedir.

Além disso, tem a dignidade de dizer em rede nacional que não tem convênio e usa o Sistema Único de Saúde. Tudo que desejamos num político é que ele sinta na pele a aflição do povo com o serviço público estadual. Só assim vai entender as reais necessidades da população.

Não acredito que ele seja mais ou menos que Haddad, menos ou mais que Dilma. Acredito que Padilha é a junção com características muito únicas, com estilo próprio. Um candidato que chegando no segundo turno das eleições será única e exclusivamente pela força do povo. A mídia golpista tem boicotado sua agenda de campanha e isso tem seu lado bom, reforça o comprometimento do candidato com democratização da mídia em São Paulo a começar com a valorização da TV Cultura, que deve estar a serviço do povo paulista.

Com um discurso envolvente e um carisma inquestionável - óbvio que ele não é perfeito - muita coisa vai aprender durante o mandato, mas gestor nato e com uma equipe competente está preparado para enfrentar grandes desafios, dos quais o governo tucano já abdicou (para não dizer que assinou o atestado de incompetência), como por exemplo a despoluição do rio tietê e uma real e considerável expansão do metrô, além de se articular com prefeitos e suprir as demandas dos municípios com uma política democrática e justa.

Padilha possui o maior desafio político do PT desde a vitória de Lula para presidente. Ele é responsável por tentar pôr fim a oligarquia tucana que ultrapassa 20 anos sugando os recursos do povo paulista, em um momento que a imprensa estigmatizou o PT como culpado das mazelas de um país que é explorado há mais de 500 anos. A saída do PSDB do palácio dos bandeirantes é o começo do racionamento de recursos na mídia tradicional paulistana. Tirar o estado das garras da elite reacionária paulista é a grande ruptura a ser realizada. Não acredito que Padilha vai desperdiçar se tiver essa chance. É o momento ideal para uma grande campanha unificada de toda juventude combativa no estado mais conservador do país.

Já foi provado com um grande movimento que existe amor em SP e hoje pode visualizar em Haddad a sua expressão mais fiel, a resistência de quem apanha dia e noite da mídia golpista, mas não tem medo de propor ideias que humanizem cada vez mais a capital paulista. Será que essa juventude teria a mesma coragem de enfrentar um desafio muito maior: por fim a oligarquia tucana no estado de São Paulo? Porque o amor em SP não deixou de existir, ou deixou?

3 de setembro de 2014

As 08:28 Por Eder Bruno em , ,    Sem Comentários

Vídeo realizado no comitê da Praça Ramos, organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé. 
Plebiscito Constituinte Popular acontece de 1º a 7 de setembro e tem como objetivo coletar opiniões sobre mudanças nas estrutura do sistema político do país.


29 de agosto de 2014

As 20:12 Por Eder Bruno em , , ,    Sem Comentários
Não é possível que exista homem no mundo que gosta de ser chamado de fofo. Essa palavra degrada a moral de qualquer um. É a típica ação sem reação. Não há maneiras de se defender. Você se sente impossibilitado de se proteger de tamanha injúria. A palavra que traz consigo imensa frustração é simplesmente jogada na sua cara, normalmente com trejeitos dóceis. Você controla desesperadamente o desabafo que está preso no peito, louco para dizer:

26 de agosto de 2014

As 22:59 Por Eder Bruno em , , , ,    Sem Comentários
O debate na Band, categoricamente, mostrou o perfil de cada candidato. A começar pelo Pastor Everaldo que defendeu a ideia e implementar o estado mínimo e se coloca como um Cristão de direita. De certo o pastor não leu a passagem na bíblia em que Jesus expulsa os vendilhões do templo de Jerusalém acusando-os de profanar com atividades comerciais em um local sagrado.

24 de agosto de 2014

O jornalismo praticado por Willian Bonner é muito eficiente. Ele segue, categoricamente, o roteiro pré-estipulado. Nem todo telespectador sabe qual a real conduta de um jornalista. Não existe manual de prevenção a manipulação midiática. A promoção do caos é mais interessante que o mecanismo da solução. O discurso que segue essa linha abdica da defesa dos povos. O discurso que segue essa linha, alinha com a alienação. Bonner, o defensor dos fracos e oprimidos. É um recurso de muito sucesso. Mas nem tanto. Um âncora com o único objetivo de afundar o entrevistado. Não extrair suas ideias. Apenas colocá-lo nanico, temente, no canto. Não permitir a elucidação de eleitores abstrusos.

18 de agosto de 2014


“Essa entrevista é uma farsa. Não sei porque ainda esperava algo diferente. Achei que o ‘pegar pesado’ do âncora fosse sair um pouco mais desafiador, mas foi esperança demais.”  Essa frase está gravado em um Whatsup enviado para sua querida namorada Fátima.

12 de agosto de 2014

As 08:50 Por Eder Bruno em , , ,    Sem Comentários

Não tenho dúvidas que boa parte da juventude não quer saber desse infindável embate entre tucanos e petistas nas redes sociais. Simplesmente porque odeiam política, e esse ódio tem se proliferado com o excesso de postagens sobre o tema no Face.

1 de agosto de 2014


O caso de amor do brasileiro com o futebol é uma relação de dominação. Quem controla o joguinho é conhecido como Rede Globo. O nome faz sentido! Rede da trave, Globo de Bola, chutou, bateu, é gol do Marinho, centroavante do Esporte Clube Sonegação, uma verdadeira seleção familiar na TV Brasileira.

14 de julho de 2014

As 09:29 Por Eder Bruno em , , , , ,    Sem Comentários
Eu amo futebol, 
sempre quis ser jogador, 
acompanho diariamente como convicto torcedor. 
Sim! Também luto pelo país. 
Militante eufórico nas vitórias, 
triste nas derrotas, 
Faço como sempre fiz.

7 de julho de 2014

As 08:48 Por Eder Bruno em ,    Sem Comentários
Enquanto isso na loja de sentimentos a mulher desesperada:

- Mais amor, por favor!
- Só me restam dois modelos.
- Quais são?
- O amor que custa mais caro e vem com o kit segurança.
- Mas o que é esse kit segurança?
- Basicamente (carro, casa e cartões gold)
- E o outro?
- O outro é bem baratinho, custa apenas uma demonstração de carinho.
- vem com algum kit?
- Sim, todos vem, no caso desse vem com: coletivismo, humanismo e solidariedade.
- Nossa, esse é ótimo, mas não enche barriga, por isso que está tão barato.
- Senhora, aqui não é lanchonete!
- Tudo bem, mas esse é antiquado, me vê o primeiro mesmo!
- Quanto custa?
- Sua felicidade.